sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Último

Uma coisa que sempre me assustou é a palavra "último". Último suspiro, última chance, extrema unção; coisas do tipo, que não permitem nenhum resquício de esperança após seu término. E assim foi o meu último dia de prova nesse colégio.
A última prova foi, honrosamente e para minha sorte, de filosofia. Enquanto passava minhas respostas a limpo, minha caligrafia se embaralhava com as lágrimas que teimavam em sair. Meus pensamentos de saudade se misturavam com o existencialismo de Sartre. "todo homem tem a liberdade de escolher". Eu escolhi esse colégio e, graças a ele, hoje tenho muito mais bagagem para fazer escolhas cada vez melhores. Hesito antes de entregar a prova. Entregar aquele papel significa "nunca mais entregar outra prova no Colégio Pedro II", e isso me dói. Mas é algo que eu tenho que fazer; todos nós, alunos, temos.
Olho para os meus amigos, os que perdi e os que ganhei. Olho para as crianças doidas no pátio, para as quadras, para as árvores quase majestosas da paisagem do colégio. Olho para dentro da biblioteca, agora em obras, com pesar. Aqueles livros me fizeram boa companhia.
O sentimento de deixar para trás toda uma história, toda uma rotina que se repete há sete anos, é realmente complicado. Eu tenho saudade de tudo, quero filmar tudo e fotografar tudo para levar o que puder daqui comigo. Mas, ao mesmo tempo, sei que é hora de dar mais um passo à frente e apenas sorrir para o passado, que está em seu devido lugar. É contraditório. Bem, como diria Nietzsche, vida é contradição.

Nós levamos nas mãos
O futuro de uma grande e brilhante nação...

Fico feliz de partilhar desse futuro daqui em diante, e desejo o mesmo para todos os meus companheiros de formatura do Colégio Pedro II UESC III - vulgo "nossa eterna segunda casa".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Móbile

Esse post é baseado, em parte, na música "Um móbile no furacão", do - já citado nesse blog - Paulinho Moska, artista que - também já disse isso, né? - admiro pra caramba. O resto é só a minha revolta, mesmo.

"Você diz que não me reconhece, que não sou o mesmo de ontem
E que tudo o que eu faço ou falo não te satisfaz
Mas não percebe que quando eu mudo é porque
Estou vivendo cada segundo e você
Como se fosse uma eternidade a mais"

Tem pessoas que parecem querer te parar a cada vez que você tenta dar um passo pra frente. Pra te proteger, elas pensam. Pra te proteger de fazer uma besteira, de "se perder no mundo". Há, legal. Agora, querer trilhar o próprio caminho significa "se perder". Obrigada pela confiança que depositaram em mim e muito, MUITO obrigada pelo crédito que dão às minhas palavras. Obrigada por acreditarem em mim. Obrigada por não terem feito nada disso.

Tentem me prender aos seus caminhos pré-determinados, pré-imaginados, pré-sonhados, pré-planejados para mim, façam o que quiserem. Só mudo de idéia se realmente tiver que mudar. Porque, sabe como é, é como diz a música aí:

"Somente eu posso saber o que me faz feliz"

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Porque tá tudo caindo.

Tá tudo caindo em volta de mim e, de vez em quando, alguma coisa pesada me atinge. Grande parte dessas coisas fui eu que derrubei, admito, e agora preciso aguentar seu peso sobre minhas costas até achar um lugar seguro pra repousá-las novamente. Agora que eu sei o quanto posso aguentar, tô começando a ter mais fé em mim mesma pra fazer qualquer coisa. Principalmente, pra botar cada coisa em seu lugar. Botar meus pensamentos no lugar, botar meus objetivos no lugar, botar cada pessoa em seu lugar devido ao meu redor. Por ora, é "fazer do bom senso a nova ordem" e "não deixar a guerra começar"...
...porque tá tudo caindo.